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VOLUNTÁRIA


Lourdes Dorta Mariano sempre manteve evidente em sua identidade o altruísmo e a contribuição, de forma a ajudar continuamente com humildade e simplicidade as pessoas que dela se aproximam solicitando algum tipo de auxílio. Desta forma, buscou desenvolver mais concretamente em sua vida esta virtude através do voluntariado. Foi assim então, que por vinte anos atuou como voluntária em São José dos Campos na “Obra Social e Assistencial Magnificat”, colocando em prática incansavelmente seus dons artísticos como professora, às pessoas carentes da região inscritas nesta Obra. Uma curiosidade é que várias de suas alunas engravidaram na época e depois, suas filhas também se tornaram suas alunas. Atuou neste voluntariado sempre com muita dedicação, alegria e prazer! Como ela sempre diz: “recebi e aprendi muito mais do que doei e ensinei!”





Lourdes dando aula de Pintura em Tecido e Artesanato para as muitas alunas inscritas na Obra Magnificat.

Lourdes e suas alunas
Durante aula de Pintura em Tecido
Duas décadas em aulas
Duas gerações de alunas
Trabalhos profissionais
Classes organizadas
Exposições dos trabalhos realizados e doados pelas alunas para angariar fundos para a Obra Social
e Assistencial Magnificat.





O que conta não é o que fazemos, mas o amor que colocamos
no que fazemos!" (Madre Teresa de Calcutá)





Obra Social e Assistencial Magnificat


Dependências da Obra




Sobre a Obra Magnificat

A Obra Social e Assistencial Magnificat foi fundada com aprovação do Bispo Diocesano Eusébio Oscar Sheid no dia 24 de setembro de 1984, com o objetivo de atender as necessidades apostólicas, especialmente na área da evangelização e da ação social em favor dos mais carentes.

É possível identificar na entidade pelo menos três áreas de atuação: Uma é dedicada ao apoio psicológico ou espiritual a quem atravesse uma "crise da alma", para citar Irmã Alice. Além de psicólogas que se ofereçam para um trabalho voluntário, a entidade conta também com pessoas leigas que passam por um treinamento que as capacita a propiciar um conforto emocional mais imediato. Se a pessoa ou o casal professa o catolicismo, é possível oferecer-lhe, caso queira, orações para cura interior, participação em cursos ou encontros religiosos - porém nada de forma imposta, pois o objetivo primordial da entidade é a caridade, não o proselitismo religioso.

Na área assistencial, para cujo atendimento há uma assistente social em plantão diário das 8 às 17 horas; há distribuição de leite e de cestas básicas a famílias pobres cadastradas, fornecimento de vales-transporte para deslocamentos que se comprovem realmente necessários, eventual distribuição de cobertores, venda a preços meramente simbólicos de roupas e agasalhos obtidos por doação ("para que a pessoa dê valor e cuide bem da roupa, é bom que ela pague nem que sejam só 50 centavos", explica Irmã Alice), além do que quatro médicos, cinco dentistas, uma fonoaudióloga e uma psicopedagoga, todos em trabalho voluntário, se revezam em atendimentos na sede da Magnificat, enquanto alguns advogados prestam assistência jurídica gratuita.

Uma terceira área tem caráter de promoção humana, de valorização da cidadania, "para que a pessoa preserve ou reencontre a sua dignidade, para que recupere o gosto de viver", segundo Irmã Alice. Há aulas de computação para jovens, de pintura em tecido, de artesanato e formação de cabeleireiras e manicures para mães que queiram passar a contribuir para o orçamento da família, além de orientação vocacional e aulas de música, teatro e dança para crianças e jovens, tudo a cargo de voluntários.

A Obra Social e Assistencial Magnificat localiza-se na Estrada do Putim, 2947 - Bairro Pernambucano
São José dos Campos / SP
Cep: 12228-250 - Tel/Fax: 3944-1633





Lourdes Dorta Mariano e Irmã Alice de Souza Santana, diretora da Obra Social e Assistencial Magnificat.


Encerramento de Curso de Pintura em Tecido.


Momentos de confraternização


Professora Lourdes com as Irmãs Neide e Alice
na entrega de Certificados de Conclusão
do Curso de Pintura em Tecido.




O que é Voluntariado

Existe um impulso dentro do ser humano que o leva a contribuir. Esse impulso faz parte da natureza humana e é tão natural quanto o do crescimento. Em algumas pessoas essa característica é quase uma missão, sua vida se enche de solidariedade e muitas vezes se manifesta como serviço voluntário.
Há muitos tipos de voluntários e de ações voluntárias, mas existem aquelas ações que se traduzem em ajudar quem não tem como crescer ou sobreviver dignamente, então o trabalho voluntário se faz em comunhão com a compaixão e socorro. Em escolas, hospitais, igrejas, organizações de apoio, entidades beneficentes, nas ruas e nas calamidades naturais ou em situações de conflito onde há vítimas ou prevenção.

Segundo a definição das Nações Unidas, "o voluntário é o jovem ou adulto que, devido a seu interesse pessoal e seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividade, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos..."

O trabalho voluntário vem assumindo cada vez mais um expressivo papel na sociedade brasileira.

O Brasil já é reconhecido internacionalmente por seu trabalho voluntário. Em 2001, a Organização das Nações Unidas (ONU) considerou o país como o que mais avançou no voluntariado, conseguindo dar visibilidade às atividades desenvolvidas e mostrando a importância delas para o desenvolvimento socioeconômico.

Há alguns anos, ao se pensar em ações voluntárias, automaticamente pensava-se em movimentos religiosos ou trabalhos na área da saúde. Sem dúvida essas contribuições continuam sendo importantes, mas foi a partir da década de 90, quando surgiu o movimento Ação da Cidadania Contra a Miséria e pela Vida, liderado por Herbert de Souza, o Betinho, que a consciência solidária da sociedade passou a ter visibilidade, traduzindo um esforço voluntário de amplos setores nacionais, sobretudo os anônimos.

Nas igrejas, nos bairros e comunidades, nos grupos de auto-ajuda, nos clubes, nas associações culturais e esportivas, nas instituições sociais e nas empresas, um número imenso de pessoas ajudam umas às outras e a quem está em situação mais difícil. Ainda que não se chamem a si mesmos de voluntários.

Ao doarem sua energia e sua generosidade, os voluntários estão respondendo a um impulso humano básico: o desejo de contribuir, de colaborar, de compartilhar alegrias, de aliviar sofrimentos, de melhorar a qualidade da vida em comum.
Compaixão e solidariedade, altruísmo e responsabilidade são sentimentos profundamente humanos e são também virtudes cívicas.

Pelos benefícios que traz para o próprio voluntário, para as pessoas com quem o voluntário se relaciona, para a comunidade e a sociedade como um todo, é que o voluntariado merece ser valorizado, apoiado, divulgado e fortalecido.




Lei do Voluntariado

Lei n° 9.608, de 18 de fevereiro de 1998

Dispõe sobre o serviço voluntário e dá outras providências.

Art. 1° - Considera-se serviço voluntário, para fins desta Lei, a atividade não remunerada, prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza, ou a Instituição privada de fins não lucrativos, que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive mutualidade. Parágrafo único. O serviço voluntário não gera vínculo empregatício, nem obrigação de natureza trabalhista, previdenciária ou afim.

Art. 2° - O serviço voluntário será exercido mediante a celebração de Termo de Adesão entre a entidade, pública ou privada, e o prestador do serviço voluntário, dele devendo constar o objeto e as condições de seu exercício.

Art. 3° - O prestador de serviço voluntário poderá ser ressarcido pelas despesas que comprovadamente realizar no desempenho das atividades voluntárias. Parágrafo único. As despesas a serem ressarcidas deverão estar expressamente autorizadas pela entidade a que for prestado o serviço voluntário.

Art. 4° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 5° - Revogam-se as disposições em contrário.

Lei assinada pelo Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, em Brasília, no dia 18 de fevereiro de 1998.




Dados do Setor

O Voluntariado mobiliza 23% dos cidadãos brasileiros; 65% das empresas dizem apoiar o voluntariado de seus funcionários

A maioria deles são mulheres (53%), segundo dados do Portal do Voluntário. A mesma fonte mostra que os voluntários têm alto nível de escolaridade - 23% têm pós-graduação e 20% completaram o ensino superior - e que 31% deles têm entre 18 e 34 anos. Em média, conforme aponta a pesquisa “Doações e trabalho voluntário no Brasil. Uma pesquisa”, elaborada em 2000, por Leilah Landim e Maria Celi Scalon, cada voluntário doa 74 horas de trabalho por ano. No Canadá esse número é de 191 horas anuais, o que equivale a 578 mil postos em horário integral.

O voluntariado brasileiro é antigo. Teve início em 1543, quando foi fundada a primeira Santa Casa de Misericórdia, na Vila de Santos. Nessa época, a noção de voluntariado estava bastante ligada à religião; as atividades eram conduzidas por padres e freiras.

A partir do início dos anos 1980, o voluntariado ganhou popularidade. Em 1983, por exemplo, a doutora Zilda Arns Neumann e o então arcebispo de Londrina, Dom Geraldo Majella Agnelo fundaram a Pastoral da Criança, com o objetivo de combater a mortalidade infantil, sobretudo a causada por diarréia.

Graças à mobilização de um exército de 250 mil voluntários, organizados em redes comunitárias de solidariedade, a Pastoral hoje atende, mensalmente, 1,8 milhão de crianças. Nas comunidades em que a Pastoral atua, os índices de mortalidade entre crianças de 0 a 1 ano são 60% menores do que a média nacional, com um investimento de apenas R$ 1,37 por criança, por mês (dados de 2004). Se o trabalho dos voluntários fosse contabilizado economicamente, partindo-se de um salário de R$ 260,00 (proporcional a 24 horas de dedicação mensal), o valor gerado seria de R$ 68 milhões, o que representa o dobro do orçamento que a Pastoral obtém com convênios com empresas e outras instituições.

Outro momento importante para a disseminação do voluntariado deu-se em 1996, quando a Fundação Abrinq e o conselho da Comunidade Solidária lançaram o “Programa de Estímulo ao Trabalho Voluntário no Brasil”. No ano seguinte, foram criados os primeiros Centros de Voluntariado, em São Paulo e no Rio de Janeiro. De lá para cá, quase todas as capitais brasileiras e algumas cidades fundaram organizações que atuam tanto na captação como na capacitação de entidades e de voluntários. Em 2001, a Organização das Nações Unidas lançou o Ano Internacional do Voluntário.

Ambiente corporativo paralelo a esse movimento de disseminação das atividades voluntárias, o chamado voluntariado empresarial, isto é, “o apoio formal e organizado de uma empresa a empregados ou aposentados que desejam servir, voluntariamente, uma comunidade, com o seu tempo e habilidades”, como é definido pela Points of Light Foundation, foi ganhando espaço a partir dos anos 90.

Ainda não se tem a dimensão exata do fenômeno no país, mas, de acordo com um estudo realizado em 2005 pela Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), com 2.819 empresas de pequeno, médio ou grande portes, 62% das empresas dizem incentivar seus funcionários a participar, voluntariamente, de ações sociais voltadas à comunidade. A Pesquisa sobre Voluntariado Empresarial, realizada pelo Sebrae e pelo Programa Voluntários do CCS, em 2000, com 600 empresas de 21 Estados da Federação, também revela que 65% das pequenas e micro empresas já apóiam o voluntariado de seus colaboradores.

Os gestores avaliam que o incentivo dos funcionários ao trabalho voluntário traz benefícios para as empresas. Segundo outro levantamento da ADVB, realizado no ano anterior (2004), com 2.517 empresas, para 79% dos empresários, o voluntariado melhora a imagem institucional da organização e, para 74%, a relação com a comunidade. 62% consideram que a atividade desenvolve conhecimentos, técnicas e habilidades no funcionário que podem ser utilizadas no trabalho diário e 91% dizem que o voluntariado aumenta a motivação e a produtividade do empregado.

Para estimular o voluntariado, a empresa pode promover a aproximação de seu público interno com projetos de organizações sociais; incentivá-los a participação em projetos sociais da empresa; divulgar oportunidades de voluntariado; oferecer recursos a projetos; formar e capacitar pessoas para ações voluntárias; dispensar funcionários em horário de trabalho; valorizar a atividade voluntária no momento de seleção de novos funcionários; e criar programas especiais para funcionários aposentados e familiares dos colaboradores.

A lei que regulamenta o serviço voluntário no Brasil é a Lei nº 9.608/98. A regulamentação deixa claro que o serviço voluntário não gera vínculo empregatício nem obrigação de natureza trabalhista, previdenciária ou afim entre a pessoa que desenvolve a atividade e a entidade pública ou privada, sem fins lucrativos, na qual ela presta seus serviços. Para se evitar eventuais problemas trabalhistas, o ideal é que a organização social formalize a relação com o voluntário por meio de um termo de adesão.

Vale ressaltar que as empresas não são parte desse termo de adesão. No entanto, são responsáveis pela segurança de seus funcionários, dentro ou fora de suas instalações, ainda que fora do horário do expediente. Por isso, se desenvolverem um programa de voluntariado, recomenda-se a formalização simples da autorização para que o empregado preste serviços voluntários. Conforme apontou a Pesquisa IDIS/Enfoque de Investimento Social Comunitário, realizada em novembro de 2004, com 108 das 500 maiores empresas destacadas pelo guia “Melhores e Maiores”, da Revista Exame, 67% das corporações incentivam o trabalho voluntário fora do expediente; 52% permitem que essa atividade seja realizada durante o horário de trabalho.
...............................................................Fonte IDIS